Clarice Lispector

"O que eu sinto eu não ajo. O que ajo não penso. O que penso não sinto. Do que sei sou ignorante. Do que sinto não ignoro. Não me entendo, e ajo como se me entendesse."

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Escrever por descrever

Disparou, o meu coração ao te ver
Nosso olhar se encontra no silêncio
A léguas sinto seu perfume
Focalizo, pra não te perder
No espaço

Ouço sua voz
Mas não, não é você
De mim, sai mais um pedaço
Partem-se os destroços de minh’alma
E morre aquela que deveria viver

Não sei porque ainda penso
Não entendo como ainda sonho
Em, tão somente, sentir seu abraço
E como disse o poeta:
“Se uma lágrima verter
Isso me basta”
Se um sorriso se abrir
Só isso me acalma
Mas se ao teu lado estiver
Oh, amor!
Isso te eternizaria

Outrora...

Penso se tudo o que aconteceu foi verdade
Ou se realmente era só ilusão
Dói menos acreditar que foi verdade
As palavras, ditas em silêncio
A emoção descrita em cada olhar
O aconchego ao segurar sua mão
O calor que envolveu as nossas almas
Desequilibrei-me ao ouvir sua voz
Aquele friozinho que me congelou
Aquele sorriso que me derreteu
Quis que aquele instante durasse pra sempre
Mas nada é pra sempre
Sem que se renove
Agora guardo comigo as lembranças
Os sorrisos e emoções
Os acordes e canções
A adrenalina mais que perfeita
E hoje quero que você esteja bem
E somente peço que sonhe comigo
Ao menos uma vez
E que nunca esqueça
Ou torne banal
Aquilo que uma vez aconteceu
E não se engane
Esse sentimento não é de agora
Mas quem sabe um dia...
Outrora...